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5 aprendizados que o LinkedIn nos trouxe sobre soft skills


Ser capaz de criar relacionamentos duradouros e saudáveis no trabalho é uma das características que as empresas passaram a valorizar ainda mais, nos últimos anos

O LinkedIn, principal rede social global para contatos profissionais, publicou recentemente um relatório que confirma aquilo que muita gente já vem percebendo: a ascensão das soft skills como ativo no mercado de trabalho.


No vocabulário dos especialistas em Recursos Humanos, o termo soft skills, que em inglês significa algo como “habilidades sutis”, surgiu para agrupar as características comportamentais que não podem ser classificadas como técnicas (e que são chamadas de hard skills ou de “habilidades concretas”).


Por exemplo, saber os comandos adequados para construir uma planilha no Excel é uma hard skill, enquanto conseguir coordenar uma discussão em equipe para definir que indicadores devem entrar nessa planilha é uma soft skill.


Enquanto a primeira habilidade é técnica e se baseia em ideias como previsibilidade e “certo e errado” (existe um comando certo para fazer o programa reagir de determinada maneira), a segunda é um pouco mais subjetiva e relacionada à interação humana – e, portanto, seria mais sutil.


Ambos os grupos de habilidades sempre foram importantes para o sucesso profissional, mas durante bastante tempo, o mercado valorizou a especialização e a formação técnica como as maiores qualidades que um trabalhador podia oferecer.


A principal novidade apresentada pelo LinkedIn – e que vai no mesmo sentido de diversos outros estudos feitos por universidades e companhias líderes - é que as soft skills estão rapidamente deixando de ser itens acessórios no pacote de habilidades de um profissional para se tornarem tão ou mais importantes do que as hard skills.


Para as empresas, isso impacta a forma como elas devem planejar e executar suas estratégias de gestão de talentos, já que a disputa pelos trabalhadores com soft skills apuradas deve se tornar mais árdua.


Já para os profissionais, essa tendência significa que, mais do que nunca, desenvolver capacidades relacionais e criativas será um fator decisivo para o sucesso na carreira.


Você quer se preparar melhor para esse novo cenário? Um bom começo é saber mais sobre o estudo do LinkedIn. Preparamos um resumo dos pontos de destaque desse relatório, que você confere logo a seguir. Quando quiser ler a publicação completa, em inglês, é só clicar aqui.


Como o relatório foi elaborado


O estudo 2019 Global Talent Trends, do LinkedIn, tem como objetivo apontar as tendências mais relevantes do mercado de trabalho global, em aspectos como atração, contratação e retenção de talentos por parte das companhias.


Para essa análise, a empresa investiu em pesquisas com mais de 5 mil profissionais de Recursos Humanos, em 35 países, e em análise do comportamento dos próprios usuários da rede social.


Depois de interpretar os dados obtidos, o LinkedIn criou o relatório, em um formato de leitura simplificado, e publicou o material em seu site, para que as organizações utilizem a pesquisa como insumo para a tomada de decisões.


5 destaques sobre as soft skills


1) Valorizar as soft skills é a tendência mais importante do mercado de trabalho hoje


Neste ano, o destaque do relatório foram “ as quatro tendências que estão transformando o ambiente de trabalho”: soft skills (91%), flexibilidade quanto a onde trabalhar (72%), combate ao assédio (71%) e transparência com relação a salários e benefícios (53%).


As porcentagens ao lado de cada tendência indicam a proporção de profissionais de RH que concordaram que esses aspectos são “muito importantes para o futuro do recrutamento”.


Em outras palavras, pelo menos 9 em cada 10 especialistas em gestão de talentos das empresas afirmam que as “habilidades sutis” serão decisivas para o sucesso dos profissionais.


Vale frisar, ainda, que a valorização das soft skills superou todas as outras tendências. Para os RHs, isso é ainda mais decisivo do que temas que, de maneira justa, estão em evidência na imprensa, como o assédio, que ganhou os holofotes por causa de campanhas como a campanha MeToo (este post do Blog do Veduca traz uma série de informações sobre o combate ao assédio sexual).


2) As soft skills já são tão importantes quanto as hard skills


Uma pergunta feita pelo LinkedIn aos especialistas em RH foi: é mais importante contratar alguém por causa de suas hard skills, por causa de suas soft skills ou por causa de ambas? Veja o que os entrevistados responderam.


8% - hard skills

30% - soft skills

62% - ambas


O resultado indica que pelo menos seis em cada 10 responsáveis por contratações e retenção de talentos consideram as “habilidades sutis” tão importantes quanto as técnicas. Além disso, três em cada 10 já consideram as soft skills mais importantes. Não é surpreendente?


Outra pergunta feira foi: as contratações ruins geralmente acontecem por falta de hard skills do profissional, de soft skills ou de ambas? Dê uma olhada no resultado:


11% - hard skills

44% - ambas

45% - soft skills


Ou seja, além de serem decisivas nas contratações, as soft skills são também fundamentais para que você permaneça empregado e cresça na carreira.


3) O Brasil é um dos países em que as soft skills são mais importantes


O Linkedin também quebrou os resultados dessa pesquisa para mostrar as peculiaridades de cada país ou região participante. No ranking de valorização das soft skills por parte dos profissionais de RH, em que lugar você acha que o Brasil ficou? Veja só:


México – 96%

Brasil – 95%

Índia – 95%

Itália – 95%

Sudeste Asiático – 95%

Espanha – 95%

Canadá – 94%

China – 93%

Oriente Médio e Norte da África – 93%

Argentina – 92%

Austrália – 91%

EUA – 90%

Reino Unido – 90%

França – 89%

Alemanha – 88%

Holanda – 85%

Norte da Europa – 82%


4) Entre as soft skills que as empresas buscam, criatividade é a mais difícil de encontrar



Deixe a imaginação mais solta: segundo o relatório, criatividade na resolução de problemas é a habilidade mais escassa, entre as que o mercado valoriza

A pesquisa do LinkedIn também especificou as habilidades sutis que as empresas têm mais dificuldade de encontrar nos profissionais disponíveis no mercado.


A campeã foi a criatividade, entendida, nesse contexto, como a capacidade de resolver problemas de forma original. Não se trata, portanto, de um apagão de talentos na área de design ou de artes dramáticas, mas de uma tendência válida para todos os setores.


Profissionais que conseguem enxergar saídas que os outros não veem serão cada vez mais disputados pelas companhias.


Confira as soft skills pelas quais há mais demanda do que oferta.


1. Criatividade

2. Persuasão

3. Colaboração

4. Adaptabilidade

5. Boa gestão do tempo


5) As soft skills vieram para ficar


O LinkedIn também se preocupou em explicar por que as soft skills estão em alta. Uma das causas mais importantes, segundo os entrevistados, é a evolução da tecnologia.


À medida que as máquinas ficam cada vez mais inteligentes e baratas, os empregos que consistem em ações repetitivas ou muito precisas tendem a desaparecer.


Provavelmente, nenhum ser humano faz contas melhor do que uma calculadora embutida em um aplicativo. Isso quer dizer que a capacidade técnica de fazer cálculos precisos tende a se tornar menos importante ao longo do tempo. Porém, a habilidade para avaliar que cálculos precisam ser levados em conta, em cada situação, é algo que os humanos ainda tendem a fazer melhor do que os robôs.


Da mesma forma, criar relacionamentos, fazer análises que levem em conta fatores pouco objetivos e criar coisas novas também são essencialmente humanas, por enquanto. Logo, quanto mais as máquinas evoluírem, mais importantes as soft skills tendem a ficar, quando comparadas com as hard skills.


A valorização das habilidades sutis provavelmente não será uma modinha, mas uma tendência de importância crescente. Quem não se importar com isso deve ficar fora do jogo, no que diz respeito a crescimento na carreira.


Atenção ao que vem por ai!


Por entender que as soft skills serão cada vez mais necessárias para os indivíduos e para a sociedade, o Veduca está investindo em um leque amplo e afiado de opções de desenvolvimento dessas habilidades.


Fique ligado/a nos próximos posts e e-mails do Veduca! Você terá acesso a mais informações relevantes sobre como se preparar para essa realidade que o LinkedIn retratou.


E se você quiser saber mais sobre o que são soft skills e como desenvolvê-las, para se tornar a figurinha indispensável no álbum das organizações mais interessantes do mercado, não deixe de conferir o e-book que o Veduca preparou sobre o tema.


Quer saber mais sobre soft skills?


* Confira a seguir o vídeo do CEO do Veduca, Marcelo Mejlachowicz, sobre soft skills.


* Em uma ótima matéria da jornalista Camila Pati, o site da Exame listou as 10 competências que vão ganhar destaque no mercado de trabalho, nos próximos anos, segundo o Fórum Econômico Mundial.


* Em mais um sinal de como as soft skills estão chamando atenção no mercado de trabalho, já existe um podcast em inglês especializado nesse tema, o Serious Soft Skills. Quando tiver um tempinho, selecione uma conversa que pareça interessante e confira!


* Ah, e se você trabalha no mercado de TI, vai gostar de saber que existe um podcast em inglês só sobre soft skills para desenvolvedores e desenvolvedoras de softwares! É o Soft Skills Engineering, que já conta com mais de 160 episódios. Dê uma olhada no site deles!



Créditos das fotos


- Pessoas conversando - Alexis Brown no Unsplash - Veja a foto aqui

- Mulher com guarda-chuva - Edu Lauton no Unsplash - Veja a foto aqui

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