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5 armadilhas do planejamento de carreira




Armadilhas do planejamento de carreira não são um produto à venda, mas se fossem, seu catálogo promocional formaria uma bela reunião das características humanas mais universais.


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Passividade e ansiedade entrariam nessa lista, já que a inércia frente ao futuro profissional e a vontade de querer controlar o incontrolável são alguns dos fatores mais prejudiciais a quem quer fazer uma gestão madura dos seus próximos passos na profissão.


Autossabotagem e soberba também seriam componentes do catálogo, visto que um erro frequente na nossa vida profissional é subestimarmos ou, ao contrário, superestimarmos a nossa capacidade de assumir tarefas mais complexas.


Apego material e dificuldade em enxergar o próximo tampouco ficariam de fora. Na lista de armadilhas do planejamento de carreira, seriam representados, respectivamente, pelas pessoas que pensam que salário e cargo mais altos vão compensar um péssimo ambiente de trabalho e por aquelas que se propõem a grandes mudanças no estilo de vida sem pensar em como isso afetará sua família.


Não se preocupe, porém, se você se identificou com algum desses comportamentos. Provavelmente, todo mundo já embarcou em alguma dessas canoas furadas, em um dado ponto da sua trajetória.


Por isso, discutir esse tema não é uma forma de distribuir culpa por aí, mas de chamar a atenção para enganos que podemos evitar, se estivermos mais conscientes de que existem.


As armadilhas do planejamento de carreira em exame

É nesse espírito de contribuir para uma gestão mais efetiva do futuro profissional que o curso online de Planejamento de Carreira disponível no Veduca dedica um de seus capítulos aos erros mais frequentes que cometemos, quando desenhamos nossos próximos passos.


O conteúdo dessa aula é compartilhado pelo professor Joel Dutra, responsável pelo curso, e pela professora Tatiana Dutra, convidada a contribuir para esse capítulo. Com base nas pesquisas de muitos anos que têm desenvolvido com profissionais brasileiros, eles se debruçam sobre as causas e as possíveis soluções para várias das armadilhas do planejamento de carreira mais frequentes.


Ambos têm uma vasta experiência nessa área. Joel Dutra é doutor em Administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), professor livre-docente da mesma instituição e coordenador do Programa de Estudos em Gestão de Pessoas (PROGEP/FIA).


Tatiana Dutra é doutoranda em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), mestre em Administração de Empresas pela Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e atua como professora em organizações como FIA/FEA/USP e Faculdade Belas Artes.


Além disso, ambos são coautores, em conjunto com Gabriela Dutra, dos livros Gestão do Processo Sucessório e Gestão de Pessoas, pela Editora Atlas.


Para resumir o que os professores ensinam no curso online, o Blog do Veduca listou abaixo as cinco armadilhas do planejamento de carreira que você pode evitar.


Confira a seguir e, se tiver vontade de assistir ao curso inteiro, é só fazer sua inscrição!


1) “Deixa a vida me levar” pode ser frustrante

Nem todo mundo tem vocação para Zeca Pagodinho: para muitas pessoas, seguir o espírito “deixa a vida me levar” no planejamento de carreira pode acabar gerando frustração

Você pensa seriamente sobre o que quer estar fazendo daqui a alguns anos?

É provável que a resposta seja não, se levarmos em conta a percepção dos dois professores que participam do vídeo sobre armadilhas do planejamento de carreira.


“Vemos que a maior parte dos brasileiros tem muita dificuldade em sonhar em relação a seus projetos profissionais. As pessoas sonham com outras dimensões da vida, mas não conseguem sonhar com seu futuro na carreira”, diz Joel Dutra.


A professora Tatiana Dutra indica uma causa comum para a pouca intimidade do brasileiro com as perspectivas de longo prazo: o cotidiano demandante.


“O que a gente observa é que frequentemente a pessoa fica tão dedicada a apagar os incêndios do dia a dia que ela pensa pouco no futuro”, explica.


Essa falta de uma visão clara sobre onde se quer chegar muitas vezes é um dos maiores entraves à satisfação com o trabalho.

Nos primeiros vídeos do curso, o professor conta que as pesquisas que ele mesmo desenvolveu com profissionais brasileiros mostram que a inércia em relação à carreira é um fator frequente de frustração.  

Quem se dedica a pensar no que realmente o satisfaz e atua ativamente para chegar a esse objetivo tem mais chances de se sentir realizado do que quem só vai reagindo ao que aparece, ele diz.


Por isso, uma sugestão do Blog do Veduca é: que tal começar a refletir sobre o que você realmente quer, em algum momento tranquilo do dia? Não precisa começar por uma reflexão extensa e profunda, que dure horas, mas por alguns pontos de partida simples.


Por exemplo, na hora do banho ou no caminho para o trabalho, questione-se por alguns minutos sobre o que o satisfaz mais no seu emprego atual e o que você gostaria de eliminar, se pudesse. A partir disso, outras questões surgirão e você poderá ir se aprofundando no seu autoexame.


2) Cuidado com as referências movediças

Mesmo quem pensa sobre a carreira pode ter dificuldade em alcançar o ponto desejado por causa de uma armadilha clássica: desconsiderar que o mundo está em movimento.


“Há uma tendência muito forte de a pessoa olhar para o futuro como se ele fosse igual ao presente. A própria pessoa muitas vezes se vê, no futuro, como se ela fosse igual ao que é hoje. É um foco em aspectos movediços como referência”, explica Dutra.


Isso é um erro porque, evidentemente, nada está congelado no tempo.


“Tem gente que, ao se planejar, se concentra na empresa e nas pessoas que trabalham na companhia. Porém, tudo isso vai mudar. A única coisa que não vai mudar somos nós mesmos, por isso, quando olhamos para o futuro, é importante olharmos para nós mesmos”, diz o professor.


Um ponto fundamental para o profissional que pretende fazer uma gestão mais eficiente da sua trajetória, segundo Dutra, é se questionar sobre qual é o seu real propósito de carreira.


“Vamos supor que o meu propósito para daqui a cinco anos seja estar mais feliz profissionalmente. Eu não sei exatamente o que vou estar fazendo, mas tenho certeza de que estarei fazendo algo que tem tudo a ver comigo. Ao fazermos esse raciocínio, já começamos a identificar do que gostamos e do que não gostamos”, ele exemplifica.


Assim, ao desenhar seus próximos passos, tente levar em conta não só o cenário que você observa hoje, mas também o que você gostaria que acontecesse daqui em diante, independentemente das alterações de contexto que possam acontecer.


A estrada pode ficar congestionada de uma hora para outra, mas se você souber aonde quer ir, terá mais chances de encontrar caminhos alternativos.


3) Autossabotagem: quem nunca?

O professor afirma que é comum criarmos autorrestrições ao nosso desenvolvimento profissional. Por exemplo, pode ser esse o caso ao dizermos para nós mesmos que não somos capazes de assumir uma determinada função ou que não conseguiremos passar na “peneira” de uma determinada empresa.


Em geral, segundo o professor, fazemos essas avaliações com base em experiências passadas, mas que não necessariamente definem nosso desempenho futuro.

Por causa de um processo seletivo em que não passou, um profissional pode considerar que aquela organização que o rejeitou uma vez nunca mais vai aceitá-lo.

Da mesma forma, por causa de uma situação que não foi tão boa em um projeto de Marketing, por exemplo, o profissional pode começar a fugir de qualquer iniciativa que envolva algum componente de Marketing, mesmo que a considere interessante para seu crescimento.


Para o professor, essas são armadilhas que criamos para nós mesmos.

“É importante nos libertarmos disso e observarmos oportunidades que estão surgindo no mercado ou na própria organização e que têm a ver conosco”, ele afirma.


Vale a pena pensar duas vezes antes de rejeitar uma oportunidade que parece interessante por achar que não vai dar conta ou que as pessoas considerarão você uma fraude.

Ninguém acerta sempre, e uma atitude de dedicação e abertura para aprender pode ser mais decisiva do que alguma experiência prévia infeliz.


4) O salário mais alto paga a sua irritação diária?

A professora Tatiana Dutra lista outra armadilha do planejamento de carreira: a ideia comum de que um salário mais alto e um cargo melhor sempre valem a pena.


“Uma posição ou um salário mais altos podem ser muito sedutores. Um headhunter procura você, seu caminho na empresa onde você trabalha está um pouco lento e você aceita a proposta, mas nem sempre vale a pena fazer essa migração”, ela alerta.


Oras, por que alguém negaria uma oportunidade de ganhar mais? A resposta, segundo Tatiana, é que a satisfação pessoal e a saúde podem valer mais do que o acréscimo na conta.


“A questão da afinidade com os valores da organização é muito importante, por exemplo, em um caso em que você está em uma empresa grande, outra empresa grande chama você, às vezes com um salário um pouco maior, mas seus valores não batem em nada com os daquele lugar. Em algum tempo, você vai se sentir incomodado”, ela explica.


Quando o clima ficar ruim e você não se der bem com as pessoas, a infelicidade profissional tenderá a consumir suas energias, e o arrependimento pode bater.

Bem, então, isso quer dizer que eu devo ficar sempre na mesma empresa, para não correr esse risco? Não, explorar oportunidades que envolvam algum risco pode ser muito bom, como vimos antes neste post.


A questão é se certificar de que a oferta maravilhosa não é um Cavalo de Tróia.


“Olhe para o contexto em que você se  encontra, tenha muito claramente na cabeça seus objetivos de carreira e conheça seus valores, ou seja, o que você suporta em um ambiente e o que é insuportável”, aponta a professora.


Além disso, ela sugere que o profissional nessa situação converse com alguém de sua rede de contatos que trabalhe naquela empresa ou que conheça alguém que trabalhe, antes de tomar a decisão. Um papo sobre como as pessoas se sentem naquela companhia e qual é o perfil de quem se dá bem na organização ajudará a evitar surpresas negativas.


Pesquise também quais são as perspectivas de médio e longo prazo naquela companhia. É uma empresa que oferece crescimento? Quem trabalha lá costuma evoluir ou fica estagnado?

Tatiana lembra, ainda, que as ferramentas online podem ser úteis nessas horas. Por meio dos perfis nas redes sociais é fácil descobrir se algum ex-colega trabalha naquela empresa em que você está interessado e contatá-lo.


5) “Querida, esqueci as crianças”

Algumas armadilhas do planejamento de carreira podem vir no caminhão de mudança.

Segundo a professora Tatiana Dutra, expatriação ou mudança para outra cidade são assuntos que exigem um alinhamento com toda a família.

Há quem se concentre demais no aspecto profissional e se esqueça que, se o cônjuge e os filhos não estiverem bem acomodados, a experiência em outra parte do mundo pode ser um desastre.


Por isso, se seu planejamento de carreira envolve morar em outra cidade brasileira ou fora do país, o diálogo com a família e com a empresa será seu grande aliado.


“Converse com toda a família e, se possível, vá conhecer o ambiente onde você pretende se instalar. Negocie também com a sua empresa, para garantir boas condições para quem acompanhará você. Por exemplo, é válido perguntar se a organização pode ajudar a encontrar algum trabalho para o seu cônjuge ou uma boa escola para os seus filhos, em que a cultura escolar não seja tão diferente da atual”, explica Tatiana.


O resumo da história é que pensar no bem-estar de quem você quer ter ao seu lado, além de ser sinal de um relacionamento feliz, é fundamental para evitar uma das armadilhas do planejamento de carreira mais prejudiciais.


Saiba mais sobre armadilhas do planejamento de carreira

O professor Joel Dutra fez uma palestra sobre protagonismo na carreira, em 2016, como parte do evento Campus São Paulo. Ele comentou, entre outros temas, sobre as armadilhas do planejamento de carreira. No canal da Gupy Recrutamentos, eles compartilharam o vídeo dessa apresentação, que você pode assistir logo abaixo.





No vídeo abaixo, do canal no YouTube do Portal Administradores, a especialista em orientação de carreira da DMRH, Tatiana Pina, explica como elaborar uma plano para o seus próximos passos profissionais, a partir de uma estrutura simple, e aponta as armadilhas do planejamento de carreira mais frequentes.




Todo mundo já teve dilemas quanto à sua carreira, inclusive o Robin, parceiro do Batman. Duvida? Veja abaixo o vídeo da Porta dos Fundos para descobrir de onde veio essa angústia.





Conheça também o outro curso do Veduca que o professor Joel Dutra apresenta, o curso online de Liderança.


E para relaxar, um pouco de Zeca Pagodinho, com o clássico Deixa a Vida me Levar! Afinal, mesmo com um planejamento genial, que ajude você a se encontrar na carreira, nem tudo na vida está sob nosso controle.




Créditos das fotos


Foto da chamada (aranha em sua teia):michael podger no Unsplash Veja a foto aqui


Zeca Pagodinho: 25º Prêmio da Música Brasileira – Foto de Roberto Filho – Retirada originalmente do Flickr Veja a foto aqui



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