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O que é gerenciar projetos? Quatro executivos contam suas experiências



Entender, na prática, o que é gerenciar projetos, é uma das principais habilidades que um executivo pode desenvolver, na opinião de alguns pesquisadores da vida nas empresas. A professora Marli Monteiro de Carvalho explica, no curso Gestão de Projetos do Veduca, que nem sempre o profissional que sabe tocar a rotina da empresa é capaz de lidar com o gerenciamento de novas iniciativas.

“É completamente diferente gerenciar inovação de gerenciar rotina, porque nesse último cenário, eu consigo medir, experimentar. Quando eu trabalho com algo que nunca foi feito, tenho que inferir. O gestor de projetos trabalha basicamente com estimativas”, afirma a professora.

Carvalho explica alguns aspectos que caracterizam o que é gerenciar projetos, independentemente do tipo de atividade que se quer desenvolver. Ela destaca: desenhar o escopo daquilo que nunca foi feito, controlar o tempo das atividades e os prazos, administrar recursos limitados que concorrem por atividades que têm que ser concluídas e, tão importante quanto os demais, lidar com as incertezas que surgem no meio do caminho.


Mas, na prática, o que é gerenciar projetos?


Nas empresas, profissionais de diversas áreas veem a teoria mencionada pela professora Marli se manifestar quase o tempo todo. Sobretudo em países onde o cenário político-econômico é particularmente instável (conhece algum?), lidar com imprevisibilidade e restrições de recursos virou regra.  Para saber um pouco mais sobre como executivos brasileiros veem a gestão de projetos na prática, ouvimos quatro profissionais de destaque em suas áreas, que trabalham em companhias de setores e tamanhos variados. Veja abaixo as respostas deles sobre o que é gerenciar projetos e como eles se prepararam para esse desafio.


Giovanna Nogueira, da Visagio: inspirar pessoas é fundamental para o sucesso da equipe

Giovanna de Azevedo Nogueira, sócia da Visagio, atua há oito anos em consultoria


Sobre a empresa: A Visagio é uma consultoria em gestão com sede no Rio de Janeiro e escritórios em São Paulo, Londres, Moscou e Perth.  Há 15 anos no mercado, a empresa tem uma cartela com mais de 200 clientes em 25 países.  A Visagio tem expertise nas áreas de Gente, Finanças, Supply Chain, Tecnologia e Analytics.


Em uma ou duas frases, o que é gerenciar, para você?

Conciliar a capacidade de gestão de atividades e recursos com habilidades de liderança. Inspirar e estimular pessoas a caminharem na mesma direção de forma organizada e ágil para antecipar ações e atuar de forma eficiente.

2. Que pessoa foi uma inspiração para você, na sua trajetória como gestora? Por quê?

Existem executivos que são grande referência como o Warren Buffet e Jorge Paulo Lemman. Mas inspiração mesmo eu acabei tendo mais dentro de casa. Mais do que uma pessoa em si, acho que a cultura organizacional focada em criar uma rede de pessoas que se ajudam por um propósito maior foi minha maior inspiração como gestora. No programa de mentores que temos na Visagio, meu mentor acabou sendo essa pessoa que deu o exemplo e me ajudou a absorver essa cultura no dia a dia.

3. O que você gostaria de ter aprendido mais cedo, na sua carreira, para ser uma gestora ainda melhor?

Que o excesso de estímulos e suporte no desenvolvimento das pessoas pode ser uma medida super protetora que gera danos no longo prazo. Não podemos formar pessoas que dependam do nosso direcionamento contínuo para se motivarem e terem um bom desempenho. Devemos inspirar pessoas, criar a visão e dar o exemplo para que elas tenham engajamento e resiliência para alcançar os objetivos. Além disso, aprendi que devemos tomar muito cuidado com os mecanismos de controle. É fundamental termos informações para tomar as melhores decisões, mas isso não pode ser confundido com rotinas de “policiamento” para avaliar o que foi feito ou não e para cobrar as pessoas. Burocracia e falta de autonomia não só deixam as organizações mais lentas e caras como prejudicam a cultura da empresa. Propósito e valores claros e meritocracia são maneiras de estimular o bom comportamento. Um bom gestor deve saber utilizar esses princípios, assim como deve usar os controles e metodologias a favor da organização.


Guilherme Solleiro, da Indra: gestor deve prezar pela excelência na comunicação

Guilherme Loureiro Solleiro, gerente sênior de Operações da Indra, 12 anos de carreira


Sobre a empresa: A Indra é uma das principais empresas globais de tecnologia e consultoria e atua em 46 países. Oferece soluções próprias em segmentos específicos dos mercados de Transporte e Defesa e se destaca em Consultoria de Transformação Digital e Tecnologias da Informação, na Espanha e na América Latina, por meio de sua subsidiária Minsait. No ano fiscal de 2017, a receita da Indra foi de 3 bilhões de euros.



Em uma ou duas frases, o que é gerenciar, para você?

De forma mais abrangente, consiste em organizar, planejar e executar as ações necessárias para concretizar os objetivos definidos pela organização. Na minha área de atuação (operações de TI), se concretiza principalmente na mobilização e liderança das equipes e recursos (financeiros e tecnológicos) e sua alocação às diferentes frentes definidas, com um forte componente de gestão de pessoas e colaboração com as demais áreas da empresa (negócio e corporativas).

2. Que pessoa foi uma inspiração para você, na sua trajetória como gestor? Por quê? Tive muitas pessoas que me inspiraram, porém vale destacar um profissional que hoje é um dos responsáveis globais pela área que eu represento no Brasil, e que já foi meu gestor. Das suas características, destaco uma grande capacidade de liderança, visão de negócio e atitude positiva.

3. O que você gostaria de ter aprendido mais cedo, na sua carreira, para ser um gestor ainda melhor? Muitas coisas! Mas, para mencionar uma, a importância de uma excelente comunicação. A capacidade de liderança define um gestor. Estamos falando tanto de lideranças das suas equipes  quanto de liderança dentro da organização, cuja principal ferramenta é a comunicação.


Raphael Zoox, da Zoox Smart Data: gerenciar é servir, ele define

Raphael Rodrigues, CIO da Zoox Smart Data, mais de 20 anos de carreira


Sobre a empresa: Fundada em 2010, a Zoox Smart Data é uma empresa de alta tecnologia pioneira na aplicação de soluções integradas de inteligência artificial, machine learning e big data, que interage, captura, enriquece e entende o comportamento de pessoas reais em espaços físicos por meio do wi-fi e de câmeras, gerando inteligência sobre os dados coletados para seus clientes


1. Em uma ou duas frases, o que é gerenciar, para você?

Para definir o termo gerenciar costumo utilizar apenas uma palavra: servir.

2. Que pessoa foi uma inspiração para você, na sua trajetória como gestor? Por quê? Uma das minhas inspirações é o empresário Flavio Augusto da Silva. Aos 23 anos, ele fundou a escola de idiomas Wise Up. A empresa se expandiu e foi vendida para um grande grupo empresarial. No momento em que a companhia estava em queda no mercado, ele vislumbrou uma oportunidade e recomprou-a, conseguindo reverter esse cenário adverso.

3. O que você gostaria de ter aprendido mais cedo, na sua carreira, para ser um gestor ainda melhor? Habilidades comerciais. Por ter tido sempre um background muito técnico, senti muita falta de ser mais “vendedor”. Essa qualidade se faz necessária em muitas situações, em minha atuação como gestor.


Simone de Sousa, do Kumon: respeitar o perfil de cada pessoa da equipe foi um aprendizado importante

Simone de Sousa, Gerente do Departamento de Desenvolvimento de Unidade Kumon, há 26 anos na empresa


Sobre a empresa: O Kumon é uma rede de ensino formada por 1400 unidades no Brasil, em 550 cidades, com mais de 160 mil alunos. As escolas utilizam um método criado no Japão, em 1968, e que hoje está presente em 50 países. O objetivo do Kumon é desenvolver o autodidatismo, por meio do ensino de matemática e da língua do país onde o aluno estuda.

1. Em uma ou duas frases, o que é gerenciar, para você? Gerenciar é desenvolver pessoas e melhorar os resultados. É se esforçar para prever o que vai acontecer e tentar buscar soluções para se aproximar desta imagem e também ter o espírito inovador, mantendo sempre o foco nas pessoas

2. Que pessoa foi uma inspiração para você, na sua trajetória como gestora? Por quê? Muitas foram as pessoas que me inspiraram, pois cada gestor tem seus pontos fortes, e se soubermos aprender com eles, vamos somando esses pontos. Também podemos aprender com os pontos a desenvolver, mas no início da minha carreira tive três líderes que me inspiraram muito. Um pelo seu olhar humano e focado no desenvolvimento das pessoas, outro pelo seu lado prático e estratégico, sempre analisando e pensando no futuro, e o terceiro pela sua capacidade de ver o futuro e enxergar nas pessoas seus potenciais, para se prepararem para esse futuro.

3. O que você gostaria de ter aprendido mais cedo, na sua carreira, para ser uma gestora ainda melhor? Conseguir ver a situação futura e se preparar para isso. Outro ponto era conseguir ter um equilíbrio entre o meu desejo de desenvolvimento para o colaborador e o seu próprio desejo, liderando e respeitando de acordo com seu perfil, dando feedbacks que fizessem com que as pessoas saíssem motivadas. Acho que no início eu tratava todos da mesma forma.


Você gostaria de aprender mais sobre o que é gerenciar projetos?


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